Paróquia São João Batista – Arapoti/PR

Paróquia São João Batista - Arapoti/PR

Pároco: Pe. Anderson Marchiori

Missas na Paróquia:

Quarta-feira às 15h
1ª Sexta-feira do mês às 19h
Sábado às 19h
Domingo às 09h e 19h

Missas no Santuário:
Terça-feira às 19h
Quinta-feira às 06h15
Sexta-feira às 06h15
Todo dia 24, Missa e Devocional às 15h

Batizados:
2º e 4° Domingo do mês às 09h

Coordenador do CEP:

Manoel Barros de Almeida
E-mail do CEP: cepsaojoao@outlook.com

Coordenador do CPP:
Maria Olivia Depizzoli
E-mail do CPP: cppsaojoao@outlook.com

Criação: 25/07/1970

Praça Romana Duarte, 48
Caixa Postal: 31
Cep:84990-000
Tel: (43) 3557 1207
Cel: (43) 99689-1725
E-mail: psjb_arapoti@hotmail.com

Atendente Paroquial:
Mariana Bantle
Josemere Silva

Um pouco da história

A Igreja São João Batista de Arapoti ocupa o lugar da primeira “Igrejinha”, hoje Santuário Diocesano. Os trabalhos de construção da atual Matriz ocorreram entre 1978 e 1983, sendo pároco o padre Tobias Ferreira Rosa. Projetada por Volnei Novochadlo, sua arquitetura tem a forma de pomba, símbolo do Espírito Santo. Segundo os Evangelhos, quando João Batista batizou Jesus “o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corporal, como pomba” (Lc 3,22).
Por ocasião do Jubileu de Ouro de criação da Paróquia (1970-2020) a comunidade, juntamente com o pároco padre Celso Miqueli, atuou corajosa e alegremente em prol da revitalização da Matriz que incluiu a remodelação do espaço celebrativo, criação do Painel Temático Mistagógico, reforma da Praça Romana Duarte e a elevação da “Igrejinha” à dignidade de Santuário Diocesano, fazendo parte agora da Rota do Rosário – Turismo Religioso Norte Pioneiro e Campos Gerais – PR.

Paróquia São João Batista - Arapoti/PR

O Painel Temático Mistagógico – Mural em Azulejaria

Obra de arte em estilo abstrato e contemporâneo reúne elementos que tratam do carisma e missão de São João batista, e, a história social, cultural, econômica e religiosa do povo de Arapoti PR. Concepção intelectiva de Pe. Celso Miqueli e comunidade, criação e execução de Rômulo Lass, Ana Clara Moreira e Cristiane Lima Bispo – Curitiba PR. Esta obra de arte é um patrimônio histórico e cultural da Paróquia São João Batista e marco do Ano Jubilar. O painel é composto de 3.500 (três mil e quinhentas) peças de azulejos – sendo 1.500 coloridas e 2.000 brancas. O branco da Eucaristia, do manto de Maria e das vestes do Papa.
O painel, como um grande forte, com seu frontão imponente e acolhedor, revela-se portador de um valioso tesouro, como de fato é, a Casa de Deus. Suas portas transparentes, pelas quais adentramos no templo, simbolicamente rasgam o véu, contempla-se o mistério da fé. Estas portas são permeadas por galhos que representam uma araucária – árvore nativa – e faz menção ao homem com sede e fome de Deus que, unido ao tronco e encharcado pelas águas do batismo, tem suas forças revigoradas no Senhor.

Descrição e simbologia

a) A Santíssima Trindade: à esquerda encontra-se o círculo como símbolo da Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, do qual procede a cruz que São João Batista segura.
b) São João Batista: segurando a cruz, traz o carneiro aos seus pés representando o pastoreio, cujo cajado é símbolo. Seu manto está em movimento, sinal de que ele se encontra em estado permanente de missão, indo ou vindo em direção ao povo e à Santíssima Trindade.
c) Os cereais: riquezas do solo de Arapoti, como se canta no hino municipal: “Verde planalto de belezas mil. És o recanto feliz do meu Brasil. Orgulho dos filhos teus. Terra mais rica não há. Arapoti! Arapoti! Celeiro natural do meu Paraná”. Os cereais com suas sementes que se espalham ao longo do painel, sinalizam a fecundidade de um solo abençoado por São João Batista, que viveu no deserto árido e hoje abençoa este solo tão rico e seu povo generoso.
d) A Água: simbolizada pelos dois pontos azuis, recorda em primeiro lugar o batismo, (primeiro sacramento da Iniciação Cristã), as cachoeiras do município, o Aquífero Guarani, as águas das fontes sulfurosas de outrora, a nascente do Rio das Cinzas, (que banha toda a Diocese de Jacarezinho) e o pássaro Gralha-Azul, responsável pela plantação de inúmeras Araucárias.

e) A Cruz: ao centro do painel, a grande cruz que remete ao Cristo: “Aquele que era, e que é e que há de vir” (Ap 1,8). O Cristo é apontado pelo profeta como o Caminho a ser seguido. Os pássaros que circundam a cruz representam a eterna ação criativa e redentora de Deus e, o homem e sua liberdade em deixar-se atrair pela Luz ou rejeitá-La. “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas” (Jo 8,12).

f) As Abelhas: João Batista alimentava-se de mel e gafanhotos (Mt 3,4). As abelhas realizam em média quarenta voos diários, visitando quarenta mil flores. Recordam ainda o trabalho, a ordem, a perfeição, simbolizam pelo mel a misericórdia de Jesus, e, pelo ferrão, sua justiça. Muitas são as famílias de Arapoti que sobrevivem do setor da meliponicultura.

g) O Touro: este animal recorda o Evangelho de Lucas que inicia e conclui seus escritos com a imagem do Templo, lugar onde se apresentavam os sacrifícios de animais. Este costume deixa de existir quando Jesus, o Filho de Deus deu sua vida em resgate de todos, vencendo assim a morte com a ressurreição. A Igreja é hoje este Templo onde o próprio Deus se dá gratuitamente como dom salvífico para toda a humanidade.
h) O Globo: recorda toda a obra da criação e a missão e a missão dos povos. A mensagem de salvação, revelada pela Trindade, passou por João Batista a manifestou-se em Cristo, que abençoa todos as pessoas e chega até os confins das nações, pois cada sujeito é destinatário da salvação. Representa ainda as raças que habitam Arapoti desde sua colonização e aqueles que conservarão e farão a linda história deste povo abençoado com tantas riquezas.

Pergolado – Condomínio das Abelhas

Ao lado da torre sineira – campanário – encontra-se um belo pergolado, tomado por flores, como o cipó de São João Batista e amor-agarradinho, as quais atraem muitas abelhas, que têm papel fundamental na sustentação do planeta. O pergolado é todo tematizado com informações relevantes sobre as espécies ali instaladas, ornando o espaço orante, onde se encontra Sta Rita, que também teve uma experiência milagrosa com as abelhas, quando bebezinha. Arapoti, que significa Campos floridos, contribui com este jardim e praça, para o equilíbrio do universo e a fertilidade das abelhas.

Paróquia São João Batista - Arapoti/PRO Espaço Celebrativo Da Matriz – Descrição e Simbologia

A Capela do Batismo (Batistério): espaço amplo e quase vazio que destaca em seu interior a fonte batismal, com citações bíblicas do Antigo ao Novo Testamento, traz como tema a “agua” como sinal de vida, redenção, purificação e libertação definitiva do povo de Deus. Aos fundos da Pia, está presente a Cruz vazada – esta, sem a imagem do crucificado -, em forma de um convite para cada neófito (novo cristão), ser reflexo, imagem e semelhança do Cristo. Encontra-se ainda, as imagens de Nossa Senhora de Fátima, São José e Santa Teresinha do Menino Jesus. No esvaziamento de si, do homem velho, a pessoa mergulha em Deus, pelas águas do batismo, da qual nasce o homem novo que ruma para o céu.

Sete virtudes celestiais
Quatro são os degraus e três são as colunas, presentes nesse espaço, formando o caminho das virtudes celestiais que o batizado deve praticá-las. Os degraus externos se remetem as quatro virtudes cardeais (prudência, força, temperança e justiça) e as colunas distribuídas no interior o Batistério, remetem as três virtudes teologais (fé, esperança e caridade). A missão do batizado é configurar-se num outro Cristo na prática das boas virtudes a exemplo de São João Batista.

As Portas e os Vitrais: representam a junção do povo de Deus, unido em meio à diversidade – estilhaços – compondo assim, o sonho e o desejo de Deus, a unidade de seu povo. Os vitrais refletem os dons e os frutos do Espirito Santo, os movimentos das águas do Batismo, com azul do mar, o amarelo terroso desértico a o branco da paz.
A nave (interior da Igreja): tem suas paredes revestidas de cerâmicas que fazem lembrar o deserto, espaço da atuação do profeta João Batista. Além das imagens da via-sacra, percebem-se ainda as doze cruzes acima dos candelabros confirmando que a Igreja foi dedicada e consagrada. No presbitério, espaço elevado, encontra-se o Altar, Mesa do Pão, como símbolo de Cristo, que juntamente com o Ambão, mesa da Palavra, expressa a unidade de culto. Ainda no presbitério existem outros elementos importantes como a cadeira do presidente, recordando o Cristo, cabeça da Igreja; o Sacrário, o crucifixo e as imagens de São João Batista e de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Toda esta obra de revitalização, dos rascunhos iniciais até os detalhes finais, tem a participação – em fases distintas – dos profissionais da Sintonia Arquitetura & Construções de Jaguariaíva, Mariana Balloni e Tamiriz Cunha Vaz e da PH Arquitetura, Pedro Henrique Guimarães, Pe. Celso Miqueli, Dom antonio Braz Benevente e da Codilas – Comissão Diocesana de Liturgia e Artes Sacras, conforme as Normas e Orientações para a Construção de Igrejas e Disposições do Espaço Celebrativo da CNBB (Estudos nº106).

Paróquia São João Batista - Arapoti/PRA Praça Romana Duarte de Camargo

Localizada em frente à Matriz e o Santuário “Igrejinha” de São João Batista está a praça que leva o nome da pioneira da cidade a Sra. Romana Duarte de Camargo (busto). Este espaço urbano mereceu especial carinho e atenção para tornar-se ainda mais agradável, valorizando a natureza que a cerca. Merece destaque os seguintes símbolos:

a) O lugar do antigo Chafariz: atualmente foi coberto de flores, homenagem ao nome da cidade, pois chafariz original que foi instalado teve funcionamento de curta duração.
b) A Ponte: o monumento que mais chama a atenção e foi construído sobre o jardim. Embora, pareça estranho ter uma ponte sem água, ela existe para recordar “Aquele que é o Caminho” (Jo 14,6), a “Água que jorra para a vida eterna” (Jo 4,5-14) é o Cristo.
c) A Cruz – o caminho: a praça é cruzada pelos acessos que formam uma cruz, onde cada haste da cruz liga a porta de um dos templos, da Matriz ao Santuário Diocesano Igrejinha de São Joao Batista.
d) O grande Sol: como que a espalhar as glórias do Cristo que emanam do Templo Sagrado, do canto da praça, entre as duas igrejas, é ainda símbolo do Cristo Rei a oferecer sua vida e luz a todos que por ali passam;
e) Os três morros: No lado extremo da praça, em frente ao Santuário Igrejinha, encontram-se os três morros, que remetem aos montes bíblicos – O Sinai, onde Deus se revelou ao seu povo e iniciou seu projeto de salvação (Ex 19); O Tabor, onde Jesus manifestou sua glória aos seus discípulos (Lc 9,28-36); e o Calvário, onde Jesus consumou sua entrega na Cruz (Jo 19), a nova e eterna Aliança.
f) As flores: recordam o nome de Arapoti que na língua tupi-guarani quer dizer “campos floridos”. Assim também as pessoas são convidadas a permitirem florir onde Deus as plantar. Por fim, espera-se que esta praça seja sempre acolhedora, acessível, arborizada, iluminada, com flores e bancos, para o bem-estar da comunidade.