Camilianos celebram Ano Vocacional no Brasil

Os Camilianos, como são conhecidos, promovem neste ano de 2020 o Ano Vocacional Camiliano. A Ordem fundada por São Camilo de Léllis, busca levar as pessoas a conhecer seu carisma e os ensinamentos de São Camilo, pelo Brasil afora.

Mateus Lino – Cidade do Vaticano

A Ordem dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos, Camilianos, é uma Ordem religiosa fundada em 1590 por São Camilo de Lellis e voltada à assistência espiritual e corporal dos doentes. O Ano Vocacional Camiliano surgiu com o propósito de propagar o carisma e fazer com que os brasileiros conheçam a vocação camiliana. De acordo com o padre Mateus, formador e secretário provincial da congregação, “queremos refletir neste ano a importância da espiritualidade no mundo da saúde e como ela fundamental para a pessoa”, afirmou.

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Para o ano de 2020, o tema central é Saúde e Espiritualidade e o lema “Viu sentiu compaixão e cuidou dele”. No ano passado, o tema que direcionou o Ano Vocacional foi  “Novos em Cristo, um coração solidário para amar e servir”. Segundo o padre Antonio Mendes Freitas, provincial, “temos em nossa memória o ano de 2019 pois tocou nossa sensibilidade e nos ajudou a amadurecer a nossa missão camiliana na Igreja e no mundo.” Segundo o padre, não se pode nunca perder o que identifica o carisma camiliano: o encontro e o seguimento a Jesus Cristo. “Este segmento deve nos levar a ter um coração solidário, para amar e servir os doentes, pobres e sofredores”, comentou.

Em 2022, celebra-se o centenário dos Camilianos no Brasil e é grande a expectativa para viver este momento.

Peregrinação das relíquias em 2019

Durante todo ano de 2019 as relíquias de São Camilo de Lélis percorreram várias partes do Brasil que são envolvidas com a Ordem. Esses momentos foram de profunda fé e emoção para os fiéis brasileiros.

Pedaço de osso e ataduras de São Camilo

Conheça São Camilo de Léllis

Camilo de Lellis nasceu em Buquiânico, Itália, em 25 de maio de 1550. Seu nascimento foi considerado um milagre, pois os pais não tinham herdeiros e já estavam em idade avançada. Os  pais morreram quando Camilo ainda era jovem, fazendo com que o filho enfrentasse a vida sozinho e assumisse grandes responsabilidades.

Após esse momento difícil em sua história, resolveu ser militar e entregou-se aos prazeres do mundo, ficando viciado em bebida e jogo. Por causa vida naquela época, Camilo adquiriu também uma dolorosa úlcera no pé, ferida que o acompanhou durante toda sua vida.

Por causa da situação que estava vivendo, passando fome, frio e sem ter onde morar, foi parar no convento dos Capuchinhos, e ali passou a trabalhar. Certo dia, Camilo num momento de profundo arrependimento e oração, se converte ao Senhor entre prantos, prometendo mudar de vida e a servir a Deus como religioso capuchinho.

Foi no Hospital São Tiago, em Roma, onde viveu uma das grandes missões de sua vida: passou a cuidar dos doentes. Neste local, Camilo compreende a missão que Deus queria para sua vida: servir os enfermos como se fossem o próprio Cristo crucificado. Torna-se sacerdote e organiza uma companhia de homens de boa vontade que querem doar suas vidas no cuidado dos doentes e mais necessitados.

Os camilianos foram crescendo e atraindo homens motivados a cuidar dos enfermos. A Santa Sé autorizou o uso da cruz vermelha como distintivo do grupo e, a Congregação foi elevada ao grau de Ordem Religiosa, sendo conhecida como Ordem dos Ministros dos Enfermos. Camilo morreu em 14 de julho de 1614. Foi canonizado em 1746 e, posteriormente, declarado padroeiro dos doentes, hospitais e profissionais da saúde.

Fonte: Vatican News
Postagem:PASCOM Diocesana